Wishlist de Livros

Hoje venho trazer-vos um post bastante especial 🙂 Umas das minhas metas para 2018 (se não viram cliquem aqui) era ler mais. E confesso que, às vezes, no meio de tanta correria e de tanta coisa para fazer, ponho a leitura de lado, mas tenho noção que é um dos meus maiores erros. Hoje trago-vos a minha wishlist de livros. Há muitos outros que quero ler, mas claro, não podia colocar todos. Se quiserem mais posts com livros que quero ler deixem nos comentários 🙂

Eu compro os meus livros sempre na Wook (cliquem aqui para aceder ao site). Têm sempre promoções e a maior parte dos livros têm envio gratuito.

Veja também: Livro: Ser Blogger, Sandra Alvarez e Carolina Afonso

Vamos começar ❤

Autocontrolo, de Augusto Cury

 

 

Neste livro o psiquiatra e psicoterapeuta, Augusto Cury, releva como lidar com o stress e ansiedade e também a diferença entre ambos. Bem útil nos dias de hoje, na minha opinião 🙂

Preço: 13,95€ (10% de desconto e envio gratuito)

A Lei da Atração, de Sonia Ricotti

«A Lei da Atração universal estabelece que tudo aquilo para o que direcionamos a nossa atenção consciente, bom ou mau, é repercutido nas nossas vidas na mesma medida. » in Wook

Preço: 11,97€ (10% de desconto)

3 Minutos para Meditar, de Christophe André; Tradução: Ana Vitória Abreu Cardoso

Livro com 40 exercícios de meditação para fazer 3 minutos por dia. Amei ❤

Preço: 11,61€ (10% de desconto)

Não Sou um Monstro, de Carme Chaparro

«Se há alguma coisa pior do que um pesadelo é que esse pesadelo se repita. e entre os nossos piores sonhos, os de todos, poucos causam mais angústia do que uma criança que desaparece sem deixar rasto.» in Wook

Oferta: Livro Wook – A biblioteca da Morte

Preço: 16,97€ (10% de desconte e envio gratuito)

E-book (10,79€)

Boneca de Trapos, de Daniel Cole

«William Fawkes, um controverso detetive conhecido por «Wolf», acabou de ser reintegrado no seu posto após ter sido suspenso por agressão a um suspeito. Ainda sob avaliação psicológica, Fawkes regressa ao ativo, ansioso por um caso importante. se encontra com a sua antiga colega e amiga, a inspetora Emily Baxter, num local de crime, tem a certeza de que é aquele o grande caso: o corpo que encontram é formado pelos membros de seis vítimas, suturados de modo a formar uma marioneta, que ficou conhecida como «Boneca de Trapos». Fawkes é incumbido de identificar as seis vítimas, mas tudo se complica quando a sua ex-mulher, que é repórter, recebe uma carta anónima com fotografias do local do crime, acompanhada de uma lista na qual constam os nomes de seis pessoas e as datas em que o homicida tenciona assassiná-las. O último nome da lista é o de Fawkes. A sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf. O detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele — e com o seu passado — do que qualquer um possa imaginar.» in Wook
Quero muito ler este ❤ ❤
Preço: 17,91€ (10% de desconto e envio gratuito)
E-book: 8,99€

A Volta ao Medo em Oitenta Dias, de José Jorge Letria

Trata-se de um romance em torno do medo.

Preço: 10,80€ (10% de desconto)

A Vida Não se Improvisa, de Enrique Rojas

«A verdadeira realização pessoal tem de ser planeada e implica encontrar um sentido de vida que nos preencha, muito além do bem-estar momentâneo.» in Wook

Oferta: Livro Wook – A Inteligencia das Emoções

Preço: 14,22€ (10% de desconto e envio gratuito)

Descomplica, de Sofia Castro Fernandes

Livro da blogger Sofia Castro Fernandes, de Às Nove no meu Blog,  e do livro também conhecido, Ás 9 no Meu Livro, apresenta-nos 11 verbos que nos farão viver a vida de forma diferente (ou, pelo menos, olhar para ela de forma diferente).

Preço: 13,95€ (10% de desconto e envio gratuito)

Reencontro com o Passado, de Nora Roberts

A Nora Roberts é a minha escritora preferida (pelo menos, até agora) pela forma que ela torna tudo mágico de uma forma subtil e estou muito curiosa com este livro dela. A sinopse deixa aquele bichinho atrás da orelha.

Preço: 17,76 (10% de desconto e envio gratuito)

A rapariga que lia no metro, de Christine Féret-Fleury

A sinopse é incrível… Uma rapariga que todos os dias, à mesma hora, a caminho do emprego, lia no metro. Porém começou a observar as outras pessoas que também liam, adivinhando-lhes as paixões. Um dia, decidiu sair duas paragens antes e o efeito foi parecido com o de «Alice no País das Maravilhas» (in Wook)

Preço: 13,95€ (10% de desconto e envio gratuito)

Chegamos ao fim do post, mas há muitos outros livros que quero ler. Querem mais Wishlist? Qual foi o vosso preferido? E qual acham que eu devia ler primeiro? Contem-me também qual é o vosso género preferido 🙂

Kiss ❤

In the Moonlight – Capítulo I

«

Lá estava ela. A tomar o pequeno almoço mais solitário da sua vida. Tudo parecia diferente ali. As pessoas, os lugares, até a compota de mirtilo que colocava agora na torrada. Não era fácil estar numa escola nova, numa cidade nova, mas ali estava ela. Mia, arrastada para Hopeville pela mãe com uma carreira de escritora promissora. O pai morrera já há alguns anos e só ficaram ela, a mãe e Nora, a sua irmã de 6 anos.

A mãe acreditava que não se podiam prender demasiado às coisas, pessoas, lugares – sofreriam – portanto, tentava estar sempre em mudança. Sendo em casa, cidade ou estilo de livro que escrevia – ia desde os romances, ao terror, passando pela ficção e policiais.

Ela gostava da sua antiga escola, cidade, dos seus amigos, mas a verdade é que não estava descontente com a mudança. Herdara isso da mãe e também não gostava da rotina que estar muito tempo no mesmo sitio, com as mesmas pessoas, causa. Gostava de conhecer novas pessoas, sítios e paixões. Alias, a mãe não tomaria esta decisão sem a opinião das filhas e, a verdade, Mia queria mudar e Nora achava engraçado e divertido mudar de escola.

Voltando ao refeitório… Tudo estava calmo. Os alunos sentavam-se em grupos pelas mesas redondas – talvez Mia era a única que estava sozinha.

-Olá! És nova aqui? – Falou alguém, enquanto ela observava em volta.

-Sim! – Respondeu olhando para a rapariga que carregava o tabuleiro.

– Eu sou a Chloe. – Apresentou-se ela.

– Olá Chloe! Senta-te! Eu sou a Mia.

A rapariga ruiva com sardas que ela notou sorriu-lhe e sentou-se ao seu lado. Entretanto entravam pela sala 3 raparigas em que uma vinha à frente como que guiando as outras. Essa era loira e pareceu-lhe ter olhos claros. Sim, Mia era muito observadora! As outras duas tinham o cabelo escuro, uma com cabelo castanho e a outro tinha-o preto.

-Aquelas são a Bella, a Bianca e a Amy. São as ricas populares de cá. A Bella é a líder e as outras fazem apenas o que ela manda. – Começou, Chloe a apresentar sem que elas ouvissem.

-Já estou a ver o género.

Ambas se riram.

Depois entraram um grande grupo de rapazes empurrando-se uns aos outros e rindo.

-Aqueles são a equipa de basquetebol. Aquele é o Noah, o capitão de equipa. Como podes ver na cara de Bella, ela gosta dele, mas ele não está nem aí…

Chloe continuou a falar, mas Mia deixou de a ouvir. Entrou um grupo de 3 rapazes e uma rapariga e Mia seguiu-os com os olhos, obviamente, até ao balcão. O rapaz de cabelo escuro e olhos de uma cor que ela não sabia identificar reparou que ela os estava olhando. Ela tentou disfarçar, desviando o olhar, mas podia jurar que ele se riu da sua tentativa, claramente, falhada. Voltou a olhar para ele e ele estava olhando-a fixamente sem se intimidar ao perceber que ela estava a reparar. Era como um jogo que, definitivamente, ele estava a ganhar.

– … Mia, estás a ouvir-me? – Disse Chloe tirando Mia de uma espécie de transe.

– Sim! – Apressou-se a responder. – Quer dizer, não! – Decidiu ser honesta com a nova amiga e ambas riram. – Quem são aqueles?

– São os Coopers. Não falam com ninguém. Acho que nunca ninguém lhes viu um sorriso. – Respondeu Chloe, mas Mia não acreditou. Pelo menos, não na parte em que nunca ninguém lhes viu um sorriso. Deviam andar todos desatentos.

A campainha tocou… Instalou-se a balburdia total. Todos corriam para colocarem os tabuleiros nas respetivas prateleiras. Mia previa que alguém tropeçaria fazendo com que todo o resto das pessoas caíssem também e criariam um amontoado de gente. Porem, riu e admirou a agilidade de todos se desviarem um dos outros, isto sem deixar cair uma grama de comida. Não literalmente, claro!

-Qual aula vais ter agora? – Perguntou Chloe.

Mia desbloqueou o seu iPhone para ver o horário.

-Biologia. – Respondeu depois de alguns segundos.

-Eu não estou inscrita nessa aula, mas a sala fica a caminho da minha. Eu levo-te lá! – Disse Chloe levantando-se e pegando no tabuleiro. Mia fez o mesmo.

-Obrigada Chloe! – Disse Mia já atrás de Chloe para as prateleiras.

-Ora essa! Depois encontramo-nos no corredor?

-Claro!

Mia viu que os Coopers não se mexiam. Viam toda a gente apressada e apenas sorriam.

-Não sei como era na tua antiga escola, mas aqui soam dois toques. Se depois do segundo não estiveres na sala, tens falta. Claro que alguns professores não são tão rigorosos, mas para o teu bem é melhor que o diretor não te veja pelos corredores depois do segundo toque. – Chloe riu e Mia fez o mesmo.

Dirigiram-se para a saída do refeitório depois de colocarem o tabuleiro e Mia olhou uma ultima vez para o grupo e saiu, depois, sem que eles se mexessem.

Pelo corredor, Chloe continuava a fazer o que fez durante toda a conversa: apresentar pessoas e lugares. Percebeu que Chloe adorava falar e ela gostava disso. Sorriu, feliz, por Chloe ter sido a primeira pessoa que ela conhecer e a qual, certamente, seria uma boa amiga.

Quando Chloe a deixou à porta da sala o tal rapaz de cabelo preto já lá estava. «Como chegou tão rápido?». Não estava sentado nem muito à frente, nem muito atrás na sala e estava na fila mais perto das janelas. Estava sozinho.

-Parece que temos uma aluna nova. Entra! Senta-te ao lado do Isaac. – Disse a professora.

«Então o nome dele era Isaac…»

»

O que acharam? Querem a continuação? Já tem alguns capítulos publicados no Wattpad, leiam e digam-me o que acham :*

Uma noite na Casa Abandonada – 4º Capítulo

«-António…- Gritou novamente Clara.

António deu um grito. Tinha levado um tiro no braço.

-Estás bem, António?

-Sim, estou. Vai-te embora. Foge!

A arma estava caída e o homem ia em direção a ela. Clara levantou-se e chegou primeiro e, sem pensar, disparou contra o homem.

A casa estava quase a desabar. Clara correu até António, ajudou-o a levantar-se e foram em direção à porta.

Quando saíram, estava lá a turma toda, a polícia e uma ambulância. Foram todos ter com eles e os paramédicos foram buscar o António para lhe tratarem do braço.

O chefe da polícia ia a entrar para buscar o chefe (os outro dois já tinham sido apanhado).

-Não entre! A casa está a desabar. – Disse Clara

-Eu tenho que o prender, não o posso deixar morrer. – Disse o agente virando as costas.

-Eu matei-o…-Disse Clara com alguns soluços. – E logo a seguir a casa acabou mesmo por desabar impedindo o inspetor de entrar.

-Queres contar-me melhor essa história? – Disse o agente aproximando-se de Clara.

Clara estava muito nervosa e não queria falar.

-Não tenhas medo Clara. Eu não te vou prender. –Disse o agente tentando deixa-la à vontade.

-Eu e o António estávamos à janela e ele viu-nos. Quando chegámos à sala ele estava a pegar fogo à sala e apontou-nos uma arma. O António começou a lutar com ele e levou um tiro no braço. O homem foi em direção à arma e eu também. Cheguei primeiro e disparei. Não tive escolha. Era ele ou nós. – Disse Clara começando a chorar.

-Calma Clara! – Diziam os amigos tentando acalmá-la.

-Mas há mais… – Continuava Clara.

-Fala. – Pediu o agente.

– Os outros dois falaram em embarcar crianças.

-Eu vou fazer uns telefonemas.- Disse o agente afastando-se.

Clara vai ter com António à ambulância.

-Como estás? – Pergunta ela.

-Bem, graças a ti…-Disse António.

-Temos que ir. – Disse ao paramédico a António e Clara.

Clara sai sorrindo para António. Os colegas de turma vêm ter com ela e chega também o agente.

-Não te salvaste só a ti e ao António… Salvaste mais 52 crianças.

-Ainda bem. Eu… Achei que ia perdê-lo e quando ouvi falar em crianças…

-Tem calma. Agora tens que vir comigo até à esquadra, pode ser?

Clara foi com o agente e o resto da turma foi para casa. Os pais já sabiam de tudo e ninguém acabou por ser castigado.

Depois de Clara prestar depoimento, foi ao hospital ter com António.

-Como estás? – Perguntou Clara entrando no quarto e sentando-se aos pés da cama onde António também estava sentado.

-Já te disse que estou bem. Estou pronto para outra.

-Não digas isso nem a brincar.

-Clara… -Começou António pegando na mão de Clara. -Foste muito corajosa.

-Não havia outra solução. – Disse Clara.

-Havia sim. Podias ter fugido como eu te disse.

-Eu era incapaz de te deixar lá. – Disse Clara e ficaram os dois a sorrir um para o outro.

-Já podes ir embora. – Disse a enfermeira entrando no quarto.

-Já não era sem tempo. – Disse António levantando-se da cama.

Clara e António saíram para a sala de espera e passados alguns minutos chegaram os pais de António que iam levar Clara a casa.

A caminho do carro, Clara e António ficaram mais para trás.

-Tive medo de te perder. – Disse Clara e António sorriu. – De que te estás a rir.

-Nada. Só nunca pensei ouvir-te dizer isso.

-Também nunca pensaste levar um tiro.

-Então, se eu não levasse um tiro, não dizias isso? Já valeu a pena.

Clara riu e beijou-o. Sorriram um para o outro e entraram para o carro.»

Chegámos ao final e gostava muito de saber o que acharam… Foi algo que já escrevi há bastante tempo e, sinceramente, pensei em nem postar e só postei por ter sido inspirado em duas pessoas muito importantes. Espero que tenho gostado 🙂

 

Uma noite na Casa Abandonada – 3º Capítulo

«-Não faças barulho. – Diz António.

Estava uma chave no chão. António levantou-se e foi tentar trancar a porta. E conseguiu. A chave era daquela porta.

Os homens pararam no corredor a conversar.

-Não achas que exageraste?

-Com o quê?

-Com os outros dois. Eram nossos amigos.

-Amigos!? Eles iam contar tudo à polícia.

-Talvez os conseguíssemos convencer a não contar nada.

-Agora não há nada a fazer.

Clara e António olham-se e voltam-se a abraçar.

Que estariam aqueles homens a fazer naquela casa? Seria um local de encontro? Qual seria o plano deles?

-Desta vez é o quê?- Pergunta um dos homens.

-O mesmo da última vez.

-O patrão nunca mais chega.

-Deve estar a embarcar as crianças.

-Vamos lá para baixo.

Os homens desceram e Clara soltou uma lágrima e António deu-lhe um beijo na testa.

-Vai correr tudo bem.- Sussurrou António

-António, eu quero sair daqui. – Disse soluçando.

-Calma. Eu vou tirar-te daqui. Prometo!

António levantou-se e foi em direção à porta.

-Que estás a fazer António?

-Vou tirar-te daqui. Fica aqui.

-António…

-Vai correr tudo bem.- Diz António.

Ouve-se um carro a chegar. Clara levanta-se e vai até à janela.

-António entra!- Diz Clara correndo até à porta.

-Que se passa?

-O patrão chegou.

-Ainda estão ali todos.- Diz António

-Quem?- Pergunta Clara espreitando.

-Os da nossa turma. Olha eles alí escondidos.

-Eles são doidos.

Os dois homens foram embora e só ficou o chefe. Seria esta a melhor oportunidade para ele fugirem?

O chefe olhou para a janela e Clara e António baixaram-se, mas ele viu-os.

-Anda Clara! Rápido!- Disse António puxando Clara pela mão.

António e Clara chegaram à sala e o homem estava a espalhar gasolina para pegar fogo à casa.

-Vós não devias estar aqui. -Disse o homem a António e Clara.

-Por favor, não faça isso.- Pediu Clara enquanto o homem acendia o isqueiro.

-Lamento.- Disse o homem com alguma troça.

-Deixe-a sair, por favor.- Pedia António.

-Nem pensar, mas vou poupar-vos algum sofrimento.- Disse o homem pegando numa arma.

Clara e António estavam um pouco afastados, por isso, o homem apontou a arma para Clara que estava muito assustada.

António tivera prometido a Clara que não deixaria que nada de mal lhe acontecesse, por isso, começou a lutar com o homem que deixou cair o isqueiro.

A casa começou a arder.

-António para.- Gritava Clara.

De repente ouviu-se um tiro.»

O que estão a achar? Deixem os vossos comentários. Gostam deste tipo de post de escrita? Contem-me nos comentários se querem mais ❤

Uma noite na Casa Abandonada – 2º Capítulo

«Desceram, os dois, as escadas devagar, mas quando chegaram à porta da cozinha ela estava trancada.

-E agora António?- Sussurrou Clara.

-Vamos ver se está alguém na sala. Se não estiver, saímos por lá.

-O quê?

-Não te preocupes! – Sorri, malandro, para aliviar o nervosismo. –  Eu protejo-te.

Foram os dois em direção à sala. Clara ia agarrada a António. Ele deu-lhe a mão e foi mais à frente. Quando chegaram à sala só lá estava um homem estendido no chão.

-António, olha ali!-Disse Clara apontando para o homem.

António foi em direção ao homem para ver se estava vivo. Pôs o seu dedo indicador no pescoço do homem e viu que não tinha pulsação.

-Está morto!-Diz António olhando para Clara.

-Vamos embora, por favor!-Pede Clara assustada.

Tentaram abrir porta, mas também estava trancada.

-Quem trancou as portas todas?

Ouviram-se passos e alguém a falar.

-Vamos esconder-nos. Rápido!

António puxa Clara pela mão e escondem-se atrás de uma secretária que estava na sala. Desceram dois homens pelas escadas e foram em direção o cadáver.

-Eu disse-te que não estava cá ninguém. – Disse um.

-Aquilo não estava lá quando saímos. Eu tenho a certeza.

-Para com isso! Temos mais para fazer…

-Este teve o que merecia…-Disse um dos homens dando-lhe um pontapé.

Clara apertou com toda a sua força a mão de António e este, para a acalmar, abraçou-se a ela.

Os homens ficaram na sala cerca de 20 minutos e, António e Clara, ficaram todo esse tempo atrás da secretária, abraçados.

-Vou lá fora ver se o chefe ainda demora… – Diz um dos homens.

-Eu vou contigo.

Saíram os dois, mas voltaram a trancar a porta. Porque trancariam as portas? Desconfiariam que estava mais alguém dentro da casa?

-Anda! Rápido!-Disse António puxando Clara pelo braço. Subiram as escadas a correr e trancaram-se no quarto. Clara estava a tremer.

-Calma Clara. Vai correr tudo bem. -Disse António.

-Achas que vai correr tudo bem? Estes homens não estão par brincadeira. Se nos apanham aqui ainda…

-Ainda nada. Eu não deixo que ninguém te faça mal. – Diz António abraçando-se a Clara.

Sentaram-se num canto do quarto, mas sempre abraçados. Passados alguns minutos, António levanta-se e vai à janela.

-Que vais fazer? – Pergunta Clara preocupada.

-Vou ver se consigo perceber o que se passa aqui.

Os homens estavam no jardim com um terceiro. Depois de alguns minutos a discutir um dos homens apontou uma arma a este terceiro. Ele não estava muito assustado. Ele achava que o “amigo” não era capaz de disparar contra ele, mas enganou-se. Disparou mesmo. E António baixou-se e Clara correu até ele e abraçou-se a ele ainda baixados. Levantaram-se os dois devagar e espreitaram novamente. O homem não se mexia, mas eles continuavam a trata-lo mal mesmo depois de morto.

Voltaram para o canto e sentaram-se.

-Posso fazer-te uma pergunta?-Pergunta António.

-Claro, diz!- Diz Clara.

-Como estão as coisas com o Filipe? Eu percebi que não estavas bem…

Filipe era o ex-namorado de Clara. E já há algum tempo que Filipe e António tinha problema, pois António há muito que gostava de Clara.

-Acabámos.- Diz Clara.

António não consegui conter um sorriso.

-Ele não é rapaz para ti. – Diz António.

-Achas que é a altura para falar disso?

Ouviram-se passos no corredor.»

O que estão a achar? Deixem a vossa opinião 🙂