Coisas que aprendi com o meu curso

Não sei se sabem, mas eu sou Licenciada em Teatro, e os três anos de curso foram um divisor de águas para mim. Foi nesses três anos que me descobri, que soube quem eu era, quem eu queria ser e quem não queria.

Aconselho, a se tiverem oportunidade, fazerem Teatro. É ótimo para várias categorias da vida. Se quiserem que fale mais sobe isto – DEIXEM NOS COMENTÁRIOS!

Aprendi muitas coisas, não por ser este curso em especifico – apesar de eu acreditar que esta área vai muito no caminho do auto-conhecimento – mas pelas pessoas que se cruzaram na minha vida, por todas as coisas que me iam acontecendo e pelos (muitos) obstáculos que tive que ultrapassar.

As pessoas vêm e vão. Na maioria das vezes, sem motivo.

Esta foi a última que aprendi, e a mais difícil de aceitar. Perceber que as pessoas, vêm e vão da tua vida, sem, necessariamente, acontecer algo. Foi das mais importantes, para moldar um pouco a minha personalidade. Nunca fui de muitos amigos, mas entregava-me o máximo nas que tinha, dava tudo, e isso levava sempre ao mesmo sítio: não me sentir retribuída; e acabar desiludida. Talvez o único mtivo seja porque:

As pessoas mudam.

Sim, é verdade! Às vezes para pior, outras para melhor, mas a verdade é que estamos sempre a mudar, sejam coisas pequenas que nem notamos, sejam mudanças drásticas. E isso, às vezes, significa terem de seguir caminhos diferentes.

Não faças planos que não dependem só de ti.

Este foi um dos meus maiores erros. Haviam planos e projetos com mais pessoas à qual me dedicava a 100%. Planeava a minha vida, já contando com esses projetos e pessoas e quando, do nada, percebes que essas pessoas desistiram, sem te dar nenhuma justificação, ficas sem nada, porque toda a tua vida se estava a basear naquilo.

Não faças promessas que não sabes se vais cumprir.

Para ser sincera, esta é uma lição que já trago há muito tempo, mas que percebi fundamental nestes três anos em que vi pessoas prometer coisas que, muitas vezes, já sabiam que não iam cumprir.

Tudo muda quando te focas em ti.

Esta foi das mais importantes para mim. Colocava sempre os OUTROS, as emoções dos OUTROS, os desejos dos OUTROS, no centro em que a minha vida girava, tentando sempre fazer os OUTROS felizes, mas tudo na minha vida mudou (e para melhor) quando decidi que seria EU o centro de tudo, que iam fazer as coisas ara MIM, e por MIM.

O mundo (situação ou pessoa) não é da forma como tens na tua cabeça.

A tua cabeça vai sempre deturpar a realidade, seja para o lado positivo ou para o lado negativo, dependendo dos teus sentimentos. É preciso ter isto bem ciente, quando se trata de analisar.

O arrependimento custa mais do que o medo.

Isto era algo que acontecia comigo várias vezes: não fazia o que quer que seja, por medo (sem saber bem do que). Depois acaba sempre por sofrer por arrependimento de não fazer. E isto acontecia-me em coisas como sair, jantares, … Acaba sempre por abdicar de fazer o que quer que fosse pelo transtorno que me ia causar. NÃO O FAÇAM!

Aceite os seus erros. E lide com eles.

Sabem aquela história de mandar um print para a pessoa errada? Já vos aconteceu? Aconteceu-me algo parecido: achava que estava a falar só com uma pessoa e, na verdade, estava a falar para um grupo inteiro. Disse algo que não era suposto ser para todos e, com medo, apaguei o grupo. O que eu não sabia, era que todos já tinham visto. Acabei por me sentir muito mal e infantil – que era bem pior do que sentiria se, apenas, todos tivessem lido.

Procura a felicidade dentro de ti e não fora.

Esta parece bem cliché e frase de descrição, mas e uma verdade que, aparentemente todos sabem, mas que poucos aplicam. Esta lição também mudou a minha visão do mundo, de mim e claro, do que é a felicidade.

Sê fiel a ti mesmo.

Outra bem banal, aparentemente, mas que nem sempre se cumpre. Aconteça o que acontecer, sê fiel a ti mesmo e ao que tu acreditas. Não mudes o que és para agradar ou outros, ou para o bem deles. Isso vai definir-te no futuro e como os outros te vêem.

Há palavras (ações) que só vão fazer sentido mais tarde.

Sabem aquela frase típica de «Daqui a uns anos é que vais perceber»? Bem, não demorei anos a entender algumas coisas, mas só agora, passados cerca de 6 meses de acabar o curso, é que várias coisas me fazem sentido. E isto acontece mesmo com matéria (seja ela qual for) como com atitudes da vida. Passado um tempo de algo acontecer contigo (principalmente coisas más) é que vais ver que fez sentido aquilo ter acontecido, para chegares onde estás e para seres quem és. Por isso, se estás a passar por uma situação ruim, acredita, ela vais ser fundamental para ti, para descobrires quem és.

Sei que todas estas lições são muito clichés e até banais, que toda a gente sabe, mas a verdade é que precisamos muitas vezes de as dizer, até para nós mesmos, para conseguirmos aplicá-las (ou tentar).

Contem-me qual foi a última lição importante que aprenderam e digam-me qual qual destas mais se identificaram!

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Qual é o meu sonho?

Este sempre foi um assunto complicado para mim. E não é para todos? Porque tenho eu que escolher uma única coisa para ser quando quero ser e fazer tantas coisas?

Em criança queria ser cantora e dançarina. Ter a minha própria banda. E «cantava» com a vassoura na varanda da minha casa.

Depois chegou a altura em que o ensino te obriga a seguir um caminho entre 2 ou 3 de matérias (quando na vida há milhares de caminhos diferentes). Obrigam-te a escolher o que queres ser quando ainda nem sequer conseguiste decidir se gostas mais de rosa ou amarelo. «Escolhi ser bióloga» já que adorava animais e queria saber mais sobre eles. Enverguei pelas ciências, então.

Mas nós não somos máquinas comandadas pela pressão da sociedade – ou não devíamos ser.

E deu-se um conflito entre aquilo que eu realmente era (que nem eu ainda tinha descoberto) com o que a sociedade, as pessoas à minha volta, as ideias e convenções de outras pessoas, etc, me obrigavam a ser. E trouxe-me vários problemas.

Em uma conversa com uma das pessoas que me tentava ajudar nesses problemas, falei que gostava de ser atriz. Esse gosto foi surgindo não sei bem de onde, e saiu naquele momento da conversa, não sei bem porque.

E ela apresentou-me um grupo de teatro que existia na minha terra, mas que eu nunca tinha ouvido falar. WHAATTT? E foi comigo na minha primeira «aula». Nunca me vou esquecer disso!

O tempo foi passando e fui percebendo que era lá que ia descobrir quem eu, lá no fundo do meu coração. E isso realmente aconteceu quando entrei para a Universidade para a Licenciatura em Teatro. Quem eu era no primeiro ano, estava longe do que eu me havia de tornar no fim do terceiro, AGORA.

Devem estar a pensar: bem, afinal de contas descobriu que queria ser atriz…

Não é bem assim… É algo que eu amo fazer e que eu vou fazer para o resto da vida, mesmo que tenha que ser de graça, porque recebo bem mais do que o dinheiro importa – Conhecimento e crescimento pessoal. E por isso, aconselho a fazerem teatro, porque vão encontrar várias respostas às perguntas que têm neste momento, seja ele qual for.

«O teatro dá-nos vida»

Integrante do meu grupo de Teatro

Mas bem, o que quero fazer eu afinal?

Apesar de querer fazer milhares de coisas, existe algo que sempre esteve comigo em todas estas fases (desde lá no ínicio do post) e como era algo que sempre fez parte de mim, nunca considerei como algo que precisasse alcançar – a escrita. Sim, escrevi durante toda a minha vida e não percebi que meu sonho estava alí mesmo ao lado, a caminhar comigo em cada fase.

Teria sido mais fácil se soubesse antes, mas não seria tão divertido.

Sim, quero ser escritora. Ainda há muito para aprender, para ler, para escrever, mas é isso que quero fazer para o resto da vida, sem que me canse.

Quero também conhecer o mundo, histórias de outras pessoas e culturas e inspirar-me nelas para os meus livros.

E este é o meu sonho!

Gostam deste tipo de posts? De reflexão sobre a vida e sobre mim? Gostavam de ver mais? Deixem-me perguntas que gostavam que eu respondesse 🙂

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